A lancheira

09/06/2017

Com mais de 120 milhões de visualizações em sete dias só no Facebook, esta campanha ultrapassou as fronteiras de seu país de origem, a Noruega. A mensagem de solidariedade é universal: se muitos derem um pouco, quem não tem nada é saciado em sua necessidade básica. Na hora do almoço – as escolas norueguesas não oferecem merenda como o Brasil – o menino abre a lancheira e não tem nada dentro. Disfarça para que ninguém note. Mas quando volta, os colegas haviam enchido a lancheira.

O que não dá para entender de cara no filme é que o menino representa um menino sem família (orfão ou recolhido à assistência social) e esta é uma campanha que fala de acolhimento de crianças na Noruega. O objetivo é sensibilizar a população para a adoção de crianças.

Cerca de 10% das crianças norueguesas são consideradas de baixa renda ou 98,175 crianças. A linha da pobreza por lá é medida por faixa de renda: 60% do rendimento médio da população.

Em um país como a Noruega, onde o padrão geral de vida é alto, é comum usar as definições de pobreza é mais do que a sobrevivência física. Isto significa que a pobreza não é apenas sobre a falta de comida, roupas e abrigo. A pobreza também significa falta de oportunidades para participar, em pé de igualdade, com o resto da sociedade.

A campanha é da agência para  Crianças, Jovens e Assuntos da Família (Bufdir), que faz parte do Ministério da Infância e Igualdade (BLD). A criação é da agência de publicidade Kitchen em Oslo, Noruega – uma joint venture de Leo Burnett e Publicis.

 


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