A sobrevivente

07/11/2017

“Eu não deveria estar viva hoje”, fala a nadadora olímpica e refugiada síria, Yusra Mardini. “Eu deveria ter sido morta pela bomba que atingiu a piscina em Damasco”. No filme, ela continua explicando como deveria ter “morrido no Mar Mediterrâneo”, como um dos inúmeros refugiados que tentam fugir da guerra.

Mas não foi isso que aconteceu. Quando o motor do barco onde estava falhou na travessia entre a Turquia e a Grécia, Yusra e sua irmã nadaram pelo Mar Egeu puxando a embarcação com 17 passageiros, mesmo depois da desistência de os outros dois passageiros. Ela está bem viva hoje porque – como explica no comercial – simplesmente “continuou em movimento”.

Agora, quando se sente exausta durante o treinamento, ela lembra dos obstáculos que passou como inspiração e sua “força acaba aumentando”. O comercial da Under Amour, criada pela agência Nordpol + Hamburg, conta um pouco da história da atleta.

Yusra Mardini representou a equipe olímpica dos refugiados nos Jogos do Rio, depois de enfrentar uma jornada inimaginável e perigosa para chegar lá. Desde então, ela tornou-se a mais jovem embaixadora da Boa Vontade da Agência de Refugiados da ONU (ACNUR) e foi nomeada para pela revista Time uma das 30 Adolescentes mais influentes de 2016 e pela revista People, uma das 25 mulheres mudando o mundo.

Superação

Ela não levou para casa nenhuma medalha olímpica, mas sua história foi talvez a mais inspiradora das Olimpíadas de 2016. Um ano depois de fugir da violência na Síria, Yusra Mardini nadou nas Olimpíadas de Rio. “Eu pensei que seria uma verdadeira vergonha se me acovardasse diante do mar, porque eu sou uma nadadora”, disse ela em um comunicado. “Foi um sentimento indescritível nadar no Rio”.

A atleta espera competir nas Olimpíadas de Tóquio 2020, enquanto expressa lealdades a três equipes potenciais. “Síria, Alemanha, a Equipe de Refugiados – todos fizeram muito para mim e, portanto, eu carrego as três bandeiras no meu coração”, diz.


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