Bitucas apagam vidas

18/05/2017

As pontas de cigarro, também conhecidas como bitucas ou guimbas, são um grave problema para o meio ambiente. Para piorar as coisas, eles são feitas de plástico e produtos químicos tóxicos para o meio ambiente, não biodegradáveis. Podem afetar até o nosso abastecimento de água. Para combater esta questão, a Surfrider Foundation, uma organização sem fins lucrativos dedicada à proteção do ecossistema marinho. A criação é da agência Gyro.

Um estudo coordenado pelo biólogo brasileiro Aristides Almeida Rocha, professor aposentado da Fa­­culdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), e Mário Albanese, presidente da Associa­ção de Defesa da Saúde dos Fu­­mantes, mostra que duas guimbas de cigarro geram a mesma quantidade de poluição produzida por um litro de esgoto.

Na experiência conduzida  nos laboratórios da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, 20 pontas de cigarro foram colocadas em um recipiente com 10 litros de água e submetidas a um processo de agitação. A mistura permaneceu em infusão por oito dias. Do líquido resultante, que apresentava coloração amarelo-escura e forte odor de nicotina, foram retiradas amostras de 100 mililitros para análise da de­­manda bioquímica de oxigênio (DBO), indicador que mede a poluição causada por matéria orgânica biodegradável.

Considerando-se que o peso médio de uma bituca é de 0,5 grama e provoca uma DBO de 0,75 mg/l, concluiu que 2 bitucas ou 1 grama promove uma demanda de oxigênio de 1,5 mg/l. O valor corresponde à poluição causada por um litro de esgoto doméstico. Já o filtro, que faz parte do toco do cigarro, resiste à biodegradação, permanecendo no solo e na água por 5 a 7 anos, sem se de­­compor.


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