Controle do cigarro: a gente tem tudo a ver com isso

07/04/2017

Cartaz em chinês da campanha mundial contra o tabaco feita pela nova/sb para a OMS, veiculada em 2016.

 

Na última quarta-feira (05/4),  foi publicada pelo The Lancet uma nova pesquisa, realizada em 195 países, que mostra o declínio do tabagismo em vários países e  a letalidade que ele continua a causar. O Brasil foi destaque no estudo e considerado “notável história de sucesso” por conta das iniciativas que levaram o país à terceira colocação no ranking mundial em redução do tabagismo. E a gente tem tudo a ver com isso.

De acordo com o estudo, o “Brasil realizou essa redução através de uma combinação de políticas de controle do tabagismo que começou com restrições publicitárias e proibições de fumar em alguns lugares públicos”. Essa história se funde à trajetória profissional do criador deste blog, pioneiro da Comunicação de Interesse Público no país, e sócio-fundador  e presidente da agência nova/sb, Bob Vieira da Costa.

À frente da chefia de Comunicação do Ministério da Saúde no final dos anos 90 e no início dos anos 2000 como ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Bob foi um dos protagonistas na restrição da publicidade do cigarro, no fim dos patrocínios de eventos culturais e esportivos pela indústria do tabaco, pela restrição de fumo em ambientes fechados e também​ com a inclusão de fotografias sobre os maleficios do tabaco nos maços de cigarro. As políticas abrangentes foram complementados com intervenções fiscais que incluíram aumento de impostos e estabelecimento de preços mínimos para os produtos do tabaco.

Já fora do governo, nos primeiros anos da agência nova/sb, Bob Vieira da Costa conquistou a conta da Organização Mundial de Saúde em 2008. Foi a primeira agência brasileira convidada para fazer uma campanha mundial para a OMS. A campanha Break The Net foi veiculada em cerca de 200 países, em vários idiomas, mostrando que era preciso se livrar da teia do marketing​ da indústria do tabaco que busca envolver um target cada vez mais jovem (veja mais clicando na imagem abaixo).

Jovens sem cigarro

Fumar não é moda, é vício foi a segunda campanha mundial que a nova/sb fez para a OMS e mostrava que a falsa glamourização do cigarro busca atrair o público feminino usando a indústria da moda e do entretenimento(veja mais clicando na imagem abaixo) .

Fumar não é moda

Em 2016, outra campanha mundial para estimular cerca de 200 países a adotar a padronização dos maços de cigarro com alertas e imagens das doenças que o produto causa, entre as medidas que podem vencer o tabagismo e reduzir significativamente os problemas que vão de câncer a mal-formação de fetos (veja mais clicando na imagem abaixo) .

World no Tobacco Day 2016

Mas nem só de campanhas a ação contra o tabaco acontece. A nova/sb também foi pioneira em mostrar como a indústria do cigarro vem enganando as pessoas ao longo das décadas usando a propaganda. E em 2009 trouxe para o país a exposição (veja mais clicando na imagem abaixo) concebida pelos médicos Robert K. Jackler e Robert N. Proctor, professores da Universidade de Stanford (EUA). A exposição traça um paralelo entre as descobertas científicas sobre os malefícios do tabaco e como a indústria us​ou​ a propaganda para neutralizar ou minimizar essas informações. A mostra foi exibida em vários estados americanos e foi doada para o acervo do Smithsonian Institution – complexo de museus americanos. No Brasil e foi exibida em várias cidades brasileiras, incluindo Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro.

Exposição Propagandas de Cigarro


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