Do parque ao planeta

09/10/2017

A imagem do parque  SeaWorld afundou depois das denúncias de maus tratos e do controverso documentário do Blackfish (2013). O filme investigou a morte do treinador de baleias Dawn Brancheau, morto pela orca Tilikum no SeaWorld Orlando em 2010, e mostra ex-treinadores do parque denunciando maus-tratos aos animais. Agora,  o parque de vida marinha está virando a maré com um discurso de preservação do meio ambiente.

A virada veio com os investimentos de US$ 10 milhões de doações em resgate de animais marinhos, reprodução de espécies, recuperação de escossistemas e esforço pela conservação ambiental.  As atrações com orcas e golfinhos estão passando por mudanças. Há cerca de dois anos, a companhia anunciou que transformaria os espetáculos em ações educativas.  Ainda há acrobacias e entretenimento, mas agora os treinadores falam também sobre hábitos dos animais.

Já o “One Ocean”, com as orcas, será transformado em “Orca Encounter” até 2019 no parque de Orlando –em San Diego, foi lançado em maio. Nele as baleias não são pressionadas pelos tratadores e podem ter seu comportamento natural, seguido de explicações sobre a espécie e habitat. Hoje, há 29 orcas nos parques do SeaWorld. O número será reduzido ao longo das próximas décadas: em 2016, a empresa anunciou que não criaria mais orcas em cativeiro. A última delas nasceu em abril deste ano.

De acordo com a pesquisa trimestral da Ace Metrix, o comercial de 90 segundos criado pela agência Push Digital está no “Top Breakthrough Ads” (propagandas mais comoventes). A mensagem foi bem sucedida em prender a atenção dos espectadores e sendo facilmente entendida por eles – a pesquisa mostrou que a propaganda foi bem-sucedida em mostrar que o SeaWorld está empenhado em causar um impacto positivo no planeta.


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