Não é fácil enxergar

14/12/2016

Neste Natal, o Exército da Salvação do Canadá lembra que nem sempre é fácil enxergar a pobreza. Principalmente se você olhar superficialmente, como as fotografias que são postadas nas redes sociais. O filme acima, feito para TV, mostra que a dura realidade se esconde no recorte da imagem, que não mostra nada ao redor. Obviamente, o que define a pobreza no Canadá não é o mesmo conceito que se tem no Brasil. A criação é da Grey Toronto.

Linha de pobreza é o termo utilizado para descrever o nível de renda anual com o qual uma pessoa ou uma família não possui condições de obter todos os recursos necessários para viver. A linha de pobreza é, geralmente, medida em termos per capita. No Brasil é considerada a extrema pobreza rendimentos mensais abaixo de R$ 70 por pessoa. O Banco Mundial define a pobreza extrema como viver com menos de 1 dólar por dia e pobreza moderada como viver com entre 1 e 2 dólares A União Europeia identifica a pobreza como a “distância econômica” de 60% do rendimento mediano da sociedade.

Mas voltando à campanha Holiday Card, o nome é uma referência ao hábito de enviar fotos de família como cartões de Natal, hábito comum em países como EUA e Canadá. O objetivo, e vale para qualquer conceito de pobreza, é fazer com que você preste atenção aos detalhes e se sinta instigado a ajudar a ONG, que foi fundada em 1865 e atua em 126 países (dados da Wikipédia). A estratégia online usou a tecnologia 360º. No filme abaixo, você confere como foi feito no Facebook.

“Quando as pessoas imaginam a vida no Canadá, certamente não pensam que uma a cada dez pessoas aqui não conseguem ter o básico, mas essa é a realidade.” Diz Darlene Remlinger, presidente da Grey Toronto, agência responsável pela campanha ao AdWeek. Nenhuma das locações são fictícias, são todas residências reais e com moradores.

Abaixo, as peças de mídia impressa.

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Pobreza no Brasil

De acordo com matéria publicada no jornal O Globo,  10% da população do país está na pobreza. No total, há 20,5 milhões de pobres no Brasil.  Os cálculos, inéditos, são do diretor da FGV Social, Marcelo Neri, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2015, que o IBGE divulgou ontem.

O levantamento apontou ainda que tem mais crianças de 4 a 5 anos na escola (84,3%), mas uma estagnação na frequência dos adolescentes em 85% da população nessa faixa etária. O acesso ao saneamento básico acelerou levemente. Porém, mais de um terço dos lares continua sem rede coletora de esgoto. Enquanto o país cruzou a barreira de 100 milhões de internautas, o número de casas com computadores caiu pela primeira vez desde 2004.


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