Você e a pobreza extrema

15/01/2016

tetu

Apesar de o Brasil ser o país latino líder na redução da pobreza extrema – que caiu de 13,6% para 4,9% da população – cerca de 15 milhões de pessoas ainda vivem em condições precárias e desumanas. E, infelizmente, segundo o Banco Mundial, essa redução tende a perder força com a atual crise econômica.

Atenta à essa realidade, a ONG Teto investe em diversos projetos em comunidades precárias do país para superar a pobreza. Como depende da ajuda financeira para viabilizar esses projetos, a organização criou uma campanha de conscientização para incentivar doação da sociedade civil.

Em um restaurante de Salvador, os clientes foram surpreendidos na hora de pagar a conta ao se depararem com a diferença da sua realidade com a de outros que não contam nem com os recursos mais básicos. Na conta, vinha o valor de 77 reais especificando itens como moradia, saúde e transporte, deixando os clientes confusos. Os voluntários da ação então explicaram que muitas famílias das comunidades que a ONG ajuda sobrevivem com um valor que os clientes gastam em apenas um jantar. No recibo, uma mensagem pergunta: O que te separa da extrema pobreza? Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), são esses R$77,00 que separam. O vídeo acima mostra a reação desses clientes, entre eles, um que se pergunta como alguém tão pouco pode garantir coisas tão essenciais para essas famílias.

Além do vídeo, a campanha também traz fotos que revelam as situações dessas comunidades acompanhadas de frases como: “Qual valor te separa da extrema pobreza? ”, “Qual distância te separa da extrema pobreza?” e “Quais oportunidades te separam da extrema pobreza?”.

A Diretora Executiva do TETO, Carolina Mattar, explica que o mais importante na campanha é fazer com que as pessoas se sintam conectadas a esses milhões de brasileiros que vivem em situações extremas. Carolina destaca também que apesar dos 77 reais serem essenciais, não é só o dinheiro que separa as duas realidades. “O que nos separa da pobreza não é somente a renda mensal de uma família, mas principalmente a violação diária dos seus direitos. A falta de oportunidades, a informalidade do trabalho e as condições precárias de moradia e mobilidade, entre outras vulnerabilidades, continuam marginalizando e inibindo o desenvolvimento dessas pessoas. A mensagem que queremos deixar é de que essa realidade precisa estar em pauta para que ela deixe de existir. Todos nós temos um papel fundamental para diminuir essa distância”, afirma.

A Teto atua no combate à extrema pobreza, através de programas que vão desde a construção de casas de emergência até a elaboração de planos de educação e saúde, para promover o desenvolvimento em comunidades precárias. Para ser um “Amigo do Teto” e ajudar a diminuir a distância dessas realidades clique aqui.