Campanha pede uma nova chance para quem já cumpriu pena

23/01/2009

As peças acima são parte da campanha criada para divulgar o projeto Começar de Novo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com o Supremo Tribunal Federal e o apoio da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert). O objetivo é sensibilizar a população para a necessidade de recolocação, no mercado de trabalho e na sociedade, dos presos libertados após o cumprimento de penas. A campanha, criada pela agência Agnello, será veiculada gratuitamente em emissoras de rádio e televisão e no portal do CNJ (www.cnj.jus.br). O protagonista, um personagem fictício, é Marcos, preso por furto mas que já pagou sua dívida com a sociedade após seis anos na prisão. O texto diz: Antes de atirar a primeira pedra, é importante saber que ele pagou sua pena e a única coisa que ele quer é uma segunda chance.Dê uma segunda chance para quem já pagou pelo que fez. Ignorar é fácil, ajudar é humano. De acordo com o presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, existem hoje no Brasil, 420 mil pessoas cumprindo pena nas diversas penitenciárias do país e que 30% delas “não deveriam estar atrás das grades, já que há milhares de casos em que a pessoa continua presa mesmo depois de ter cumprido toda a pena imposta pela Justiça”. O ministro justificou que isso acontece “porque ninguém acompanha os processos” e esse descaso também faz com que milhares de presos não são beneficiados com a progressão de regime como manda a lei. “Não existe Justiça quando alguém já pagou o que deve e mesmo assim continua punido numa clara violação dos direitos humanos e infelizmente isso acontece de forma sistemática em nosso país”, diz Mendes. Com informações da Agência CNJ de Notícias.