O maior roubo da história

20/03/2017

Lançada na semana passada, #stoptherobbery (pare o roubo) é uma campanha da ONU para chamar a atenção sobre a diferença salarial entre homens e mulheres. O filme mostra um experimento social, feito pela Gray, onde dois engraxates oferecem o mesmo serviço. Ambos têm a mesma habilidade, experiência e formação. Só que os serviços dela custam 77 centavos e os dele custam 1 dólar. Claro que quem passa não entende nada.. e opta pelo valor mais barato.

E aí que vem o choque: “você se considera um ladrão?”, perguntam os dois atores. Todas as respostas são negativas, claro. A explicação é para fazer pensar. Cada vez que você aceita pagar menos pelo serviço de uma mulher, está sendo cúmplice do roubo de oportunidades iguais que a desigualdade de gênero promove. A diferença de valor cobrado pelos engraxates é uma referência à média global dos salários femininos, que é de 77% da remuneração paga aos homens. Segundo a ONU, este é o maior roubo da história.

Depois de assistir ao vídeo #StopTheRobbery, as pessoas são direcionadas para visitar o site 23percentrobbery.com, onde a parceria entre a ONU Mulheres e o Twitter incentivaos usuários a tweetar mensagens em apoio à igualdade de gênero. Foram criadas ações especiais também para Facebook e Snapchat.

Dados sobre a desigualdade

No ritmo atual, a disparidade salarial entre homens e mulheres vai continuar roubando as mulheres peos próximos 70 anos. De acordo com a ONU, as mulheres são roubadas de 23 centavos por cada dólar que os homens ganham. Ou seja, as mulheres têm que trabalhar mais 3 meses a cada ano para receber o equivalente aos homens.

A situação piora se tiverem filhos: mães recebem ainda menos que os homens (independente de serem pais). Veja mais aqui.

A eliminação das disparidades salariais entre homens e mulheres exige um pacote de medidas, em que o trabalho decente é fundamental.
Para a ONU, uma das formas mais eficazes e rápidas de reduzir as disparidades salariais entre homens e mulheres é uma política de salários mínimos e de proteção social universal. A Alemanha, por exemplo, introduziu recentemente um salário mínimo nacional para combater a persistente disparidade salarial entre homens e mulheres, que no país é de 22,4%.