Feliz Dia das Mães

12/05/2017

A celebração das mães remonta a Grécia antiga, quando se celebrava as divindades mães Ceres e Rhea. Reconhecida como idealizadora do Dia das Mães na sua forma atual é a norte-americana Anna Jarvis, que criou um memorial à sua mãe e iniciou uma campanha para que o Dia das Mães fosse um feriado reconhecido. Mas a celebração da maternidade nem sempre é uma coisa positiva. A ONG Save the Children estima que 2,5 milhões de meninas menores de idade dão à luz contra sua vontade a cada ano. E a cada sete segundos, uma menina com menos de 15 anos é forçada a se casar.

Para aumentar a conscientização e angariar mais para a causa, a campanha criada pela agência  J. Walter Thompson de Nova York desenvolveu uma “Dia das Mães-Criança” campanha que imita sites tradicionais de ecommerce. Nenhum da mercadoria do site ChildMothersDay.com está realmente à venda. Todos os itens estão cotados em US $ 5,99 – o valor da doação solicitada para a Save the Children, aproximadamente o mesmo preço de um cartão típico do Dia da Mãe ou algum outro pequeno presente. Só que os presentes serão revertidos em comida e projetos contra a pobreza para que mais meninas tenham acesso à educação e segurança.

Dados assustadores

As adolescentes brasileiras deram à luz a nada menos do que 461 mil bebês em 2016, ou seja, 21% de todos os partos do país. A gravidez precoce é a maior causa da evasão escolar, hoje, no Brasil, entre garotas de 10 a 17 anos.  O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IPEA, nos aponta que 76% deste universo etário das adolescentes brasileiras não estudam, e 58% não estudam nem trabalham.

A cada ano, 15 milhões de meninas em todo o mundo se casam antes de completar 18 anos. No Brasil, 36% da população feminina se encontra nessa situação. Os dados fazem parte do relatório Fechando a Brecha: Melhorando as Leis de Proteção à Mulher contra a Violência, do Banco Mundial. Existem atualmente mais de 700 milhões de mulheres no mundo que se casaram antes de completar 18 anos. Até o fim da próxima década, a previsão é que 142 milhões de meninas tenham se casado.

Além da maior exposição à violência doméstica, os dados revelam que essa população também está sujeita a menores índices de escolaridade, maior incidência de gravidez na adolescência, maiores taxas de mortalidade materno-infantil e menor renda. No Brasil, os números, de acordo com o Banco Mundial, também são alarmantes. Apesar de a lei estipular 18 anos como idade legal para a união matrimonial e permitir a anulação do casamento infantil, o País tem o maior número de casos de casamento infantil da América Latina e o quarto no mundo.

Com informações AdWeek e Huffpost.


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