Nascido homem

02/08/2017

Deixe para trás o que esperam de você. Porque a vida espera o homem que você quer ser.

O novo filme da C&A, Nascido Homem, retrata bem o machismo tóxico – que mata mulheres e “castra” os homens em suas verdadeiras aspirações. As cenas mostram  um rapaz em dois momentos: primeiro, bem jovem, incorporando o personagem “macho padrão” que arruma confusão, flerta e é chegado em carros, episódios de explosão de violência.  Quando se livra dos rótulos sociais, o personagem interpretado pelo  bailarino Marcos Novais, da companhia de dança alemã Augsburg Theater Ballet, ganha cor e expressão.

A C&A fez um filme de mais de dois minutos que não vende roupa, o figurino compõe a  cena da crítica social que permeia o filme mostra que o machismo da sociedade sufoca a própria masculinidade, impondo um jeito distorcido do “ser” homem. A opressão de se adequar os próprios sentimentos – e sublimar alguns.

“Macho de verdade não chora. Quer sexo sempre que possível. Nunca nega uma trepada. Se não transa, é um bosta. Agrada mulheres pra, no final das contas, transar. Se pudesse ter sexo à vontade sem um relacionamento estável e comprometido, soltaria fogos. Não entende sinais, não entende isso de emoções também, deixa essas coisas pras mulheres. É agressivo e usa a força com quem ultrapassa seus limites. É controlado, mas impulsivo quando ofendido. Ambicioso, desdenha de quem não deseja mais da vida. Despreza comportamentos que indiquem fraqueza, vindos de outros homens. Ele mesmo agir assim? Intolerável.”, escreveu Guilherme Nascimento Valadares no blog Papo de Homem.

Criado pela CuboCC, produzido pela Conspiração Filmes e dirigido por Manuel Nogueira, o filme foi rodado em locações como Minhocão, Viaduto Nove de Julho e Praça Roosevelt, em São Paulo.

Contestando estereótipos

A AXE, marca da Unilever, mudou completamente o tom de sua publicidade na readequação de imagem promovida pela empresa.

As marcas estão cada vez mais vinculadas às causas de interesse público – olha a nossa CIP aí, gente! – por uma boa razão: as pessoas estão cansadas dos antigos rótulos. E num mundo onde o consumidor tem cada vez mais voz, o consumo virou arma. As pessoas, em suas opções de escolha, tendem a preferir marcas que tem uma certa postura ética. E não poupam críticas públicas à quem é flagrado poluindo, corrompendo ou promovendo desigualdade (de gênero, social, racial). Não foi por outra razão que a  Unilever apresentou no Fórum Econômico Mundial uma pesquisa feita pela empresa apontando que a maioria (70%) acredita que o mundo seria um lugar melhor se as crianças de hoje não estivessem expostas a estereótipos de gênero na mídia e no marketing. E três de cada quatro (75%) entrevistados em oito países acham que essa responsabilidade é dos líderes seniores das empresas.