Plástico nas refeições

31/07/2018

CREA – World Environment Day from Piece Of Cake on Vimeo.

Parece extremo? Mas é bem real. De acordo com o Fórum Econômico Mundial de 2016, estamos bem perto de ter mais plástico que peixes nos Oceanos. O alerta faz parte da campanha do Centro de Recursos del Agua, da Espanha. A criação é da agência Piece of Cake.

Atualmente, há 5,25 trilhões de fragmentos de plástico de tamanho médio de cinco milímetros nos Oceanos. Os fragmentos menores são engolidos por enquanto os maiores podem matar os animais maiores como baleias, peixes, tartarugas.

Depois de investigar amostras das cinco regiões do Oceano Ártico, especialistas do Instituto Alfred Wegener e do Centro Helmohlz para Pesquisa Polar e Marinha, na Alemanha, descobriram que as águas aparentemente límpidas que circundam o continente gelado estão repletas de lixo. A cada litro, há 12 mil partículas microplásticas, uma quantidade muito superior ao que se imaginava. A razão de só agora os cientistas terem a dimensão real da poluição marinha está no tamanho desses resíduos, quase todos microscópicos.

Além de mensurar a sujeira no mar, os pesquisadores conseguiram identificar a possível origem da poluição. Trata-se de uma cadeia poluente: de acordo com os cientistas, que publicaram os resultados na revista Nature Communications, muitas dessas partículas são provenientes de uma “massiva” quantidade de lixo despejado no Oceano Pacífico que, por sua vez, apresenta grande percentual de tinta e náilon, provavelmente originárias da atividade pesqueira e das embarcações do Oceano Ártico. O que não deixa dúvida para as equipes é que, por trás de tanta sujeira, estão as mãos humanas.

A cada ano, 8 milhões de toneladas de plástico são jogados nos oceanos. Um estudo divulgado pelo departamento de ciência do governo do Reino Unido revelou uma tendência nada animadora: até 2025, os oceanos do planeta estarão três vezes mais poluídos com plástico.

Além da mortandade da vida marinha, o que vai agravar ainda mais a escassez de alimentos em várias partes do mundo,toda essa quantidade de lixo plástico nas áreas costeiras têm contribuição importante na proliferação de algumas bactérias, como a mortal E. coli, que provoca infecção urinária e intestinal.

De acordo com estudos, os plásticos levam ao menos 450 anos para serem totalmente decompostos. A União Europeia anunciou que pretende acabar com qualquer tipo de plástico não-reciclável até 2030.